segunda-feira, março 05, 2007

Vestígios de som, lembranças na noite

Os ecos nocturnos da arte
relembram que sofro e que sou,
relembram quanto existo e dou
à escura selva de almejar-te.

Em gestos eternos a sorte
atiça o galope, e a guarida
sua dista del' tão sofrida
o mesmo que a vida da morte.

Na bruma, pela voz envolta
(carrocel de minh'alma louca)
me entrego à intérmina volta

de te querer mais cá e boca
a beijar o querer ter-te solta,
tontura após ânsia... a voz rouca...